E se por acaso, a comoção não tenha vindo devido ao descaso humano quanto à própria vida, mas, sim do reconhecimento disso?!
O ‘humanismo’ (se for assim mesmo que possa ser reconhecida qualquer atitude aquém de uma espécie vulgarmente dita por racional), não fora e tão menos pudera ser tão forte e necessário quanto o dinheiro. E o porquê eu digo isso tudo?!
Não, infelizmente não foi em mais um acidente de transito ou em uma casa desmoronando que eu despertei e de fato ‘abri os olhos para o mundo’.
Despertei quando o silencio da natureza já se fazia ensurdecedor. Onde antes gritavam a liberdade, hoje se velam incontáveis espécies. Não de animais, não apenas isso, mas sim de vida.
Lugares onde antes havia arvores, hoje não têm mais seiva em seus veios, mas para a felicidade? Da nação, há estrada.
Como agradeço, por no mínimo poder não participar dessa guerra, ao menos não na infantaria, onde a tropa Hitleriana, (com todo o respeito que se dá a história), nada mais é do que a civilização.
Como me envergonho de ter atadas as mãos, como se o caos jamais fosse me alcançar.
Quisera Deus, e ainda bem, que eu não fosse apenas um cachorrinho. Pois acredite, eu não suportaria ter de estar feliz mesmo quando abandonado. Tão menos demonstrar no olhar tamanha fidelidade ao humano que me dá uma jaula de luxo na melhor das hipóteses e, ainda assim finge não ver que a natureza dá seus sinais nada sutis, há de se dizer.
Olhem, respeitem mais!
Ontem era ‘apenas mais um cachorro’ à sua porta. Hoje, os ventos tem os trazido com violência, as ondas também já os fazem companhia mesmo há km de distancia de nossas casas.
A Terra está enfurecida!
De seu interior a larva vem com brutalidade, de seu gelo faz-se água para que alcance todos os lugares.
Mas, nós não somos nada. E ainda que tão insignificantes, a MÃE-NATUREZA não poupa seus esforços à nos abalar. Não para nos destruir (embora o faça). Mas, para nos conscientizar. E o pior de tudo?!
Nós fingimos não ver nada disso por crer que poderemos reconstruir TUDO, mas as cédulas nada mais são do que a falsa impressão de emoção quando a humanidade sequer reconhece mais o que é sentimento.
Pense nisso!
Taiane Sabino de Barros